
Dica de blog para quem curte bossa nova (que completa 50 anos em 2008), samba jazz & cia. O Loronix digitaliza LPs raros (quase sempre inéditos em CD), escaneia as capas e contracapas em alta resolução (dá para imprimir) e disponibiliza tudo isso pra download gratuito. E ainda escreve textos informativos sobre cada álbum. Tudo por amor à música. Juro que existe gente assim.
Escrito por Marcus Preto
À beira de lançar “A Encarnação do Demônio” (a estréia está prevista para 8/8), José Mojica Marins ganha mostra especial no Astronete (Rua Matias Aires, 183 - entre Augusta e Haddock Lobo). São quatro filmes, um por semana, sempre aos domingos.

Escrito por Marcus Preto
Ontem, Caetano Veloso fez a segunda sessão de seu “Obra em Progresso” no Vivo Rio. Recebi o set list completo. De “diferente”, ele cantou essas:
“Incompatibilidade de Gênios” (João Bosco/ Aldir Blanc)
“Uns” (Caetano)
“Um Índio” (Caetano)
“Coração Vagabundo” (Caetano)
“Mano a Mano” (E.C.Flores/ Carlos Gardel/ J.Razzano)
“Vingança” (Lupicínio Rodrigues)
“Retrato em Branco e Preto” (Tom Jobim/ Chico Buarque)
Escrito por Marcus Preto

Aconteceu ontem, no Theatro Municipal do Rio, a entrega do Prêmio Tim 2008, dedicado a artistas da música brasileira. Da velha música brasileira, diga-se.
Infelizmente, a engrenagem do Tim ainda roda por um esquema antigo, que se apóia nas regras caducas de um mercado que não existe mais. Um mercado que ainda vê a internet e a produção independente como estranhos no ninho, como “os outros”. E não percebe que exceção hoje em dia é comprar disco na loja, é artista ser contratado de uma major.
O sistema classificatório das categorias também é totalmente anacrônico. Quem na música brasileira de hoje pode ser catalogado em “samba”, “regional”, “pop rock”, “popular”, “MPB”? (Aliás, que raios quer dizer essa sigla, “MPB”, em 2008?) Nessas, todas as nuances se perdem: Jorge Benjor e Vanessa da Mata viram “pop/rock”, Martinho da Vila vira “popular” (junto com Sandy & Junior), Ivete Sangalo vira “regional” (por ela ser da região Nordeste?). Premiando um ano em que Maria Rita (ignorada pelo Tim) lança um disco de samba, Fernanda Takai grava só Nara Leão e Arnaldo Antunes vira quase um cantor de bossa nova, dá pra acreditar nesse tipo de classificação?
A seguir, os vencedores do prêmio:
Voto Popular
Melhor cantor - Vitor Ramil
Melhor cantora - Ivete Sangalo
Pop Rock
Melhor grupo - Nação Zumbi (Fome de Tudo)
Melhor cantor - Jorge Benjor (Recuerdos de Asunción 443)
Melhor cantora - Vanessa da Mata (Sim)
Melhor disco - Ao Vivo no Estúdio (Arnaldo Antunes)
MPB
Melhor grupo - Boca Livre (Boca Livre ao Vivo)
Melhor disco - Emílio Santiago (De um Jeito Diferente)
Melhor cantor - Emílio Santiago
Melhor cantora - Nana Caymmi (Quem Inventou o Amor)
Popular
Melhor dupla - Sandy & Júnior (Acústico MTV)
Melhor disco - Fafá de Belém (Ao Vivo)
Melhor grupo - Orquestra Popular Céu na Terra (Bonde Folia)
Melhor cantor - Martinho da Vila (Do Brasil e do Mundo)
Melhor cantora - Fafá de Belém
Regional
Melhor cantor - Rodrigo Maranhão (Bordado)
Melhor cantora - Ivete Sangalo (Ao Vivo no Maracanã)
Melhor disco - Toda Vez que Dou um Passo o Mundo Sai do Lugar (Siba e a Fuloresta)
Melhor dupla - César Oliveira e Rogério Melo (O Campo)
Melhor grupo - Meninas de Sinhá (Tá Caindo Fulo)
Samba
Melhor disco - Paulinho da Viola (Acústico MTV)
Melhor grupo - Fundo de Quintal (O Quintal do Samba)
Melhor cantor - Paulinho da Viola
Melhor cantora - Alcione (De Tudo que Eu Gosto)
Especial
Melhor DVD - Maria Bethânia - “Pedrinha de Aruanda” (Andrucha Waddington) e “Bethânia Bem de Perto” (Julio Bressane e Eduardo Escorel)
Melhor disco eletrônico – Social - Marcelinho da Lua
Melhor disco de língua estrangeira - Fake Standards – Rodrigo Rodrigues
Melhor disco erudito - Beethoven – Abertura a consagração da casa sinfonia n6 - OESP
Melhor disco infantil - Por quê? – Rita Rameh e Luiz Waack
Melhor projeto especial - 100 Anos de Frevo (vários artistas)
Revelação
Rodrigo Maranhão
Instrumental
Melhor disco - Yamandú Costa e Dominguinhos (Yamandú + Dominguinhos)
Melhor solista - Baden Powell (Baden Plays Vinicius)
Melhor grupo - Zimbo Trio (Ao Vivo)
Arranjador
Melhor arranjador - Cristóvão Bastos (Acústico MTV – Paulinho da Viola)
Categoria Canção
Melhor canção – “Vai Dizer Ao Vento” – Paulinho da Viola
Projeto Visual
Melhor artista - Siba e a Fuloresta (Toda Vez que Dou um Passo o Mundo Sai do Lugar)
Escrito por Marcus Preto

O ministro liberou geral: disponibilizou Banda Larga Cordel, seu primeiro álbum de inéditas em 11 anos, para ser ouvido na rede. Vai lá. O lançamento oficial está agendado para 17 de junho.
Escrito por Marcus Preto

Foi hoje a cabine para a imprensa de “Sex and the City - o Filme”, que estréia nos cinemas no mês que vem. Antes de entrar na sala escura, os jornalistas tinham os celulares confiscados. Ficavam presos em uma chapelaria improvisada e seriam devolvidos só no final. Não entendi bem, mas acho que alguém planejava fazer uma cópia do filme com o próprio telefone e vender no camelô da Sta. Ifigênia. A distribuidora descobriu o complô antes e evitou o desastre. Deve ser isso.
Sessão lotada, e mais feminina do que de costume. Enquanto a projeção não começava, era gostoso ficar tentando adivinhar se as meninas presentes (e até os meninos, por que não?) estavam ali atrás de Carrie, Miranda, Samantha ou Charlotte. “Por causa de todas elas”, dirão alguns. Nada disso. Eram bem perceptíveis as Charlottes, as Carries, as Mirandas, as Samantas que entravam na sala. Todas querendo reencontrar as outras três amigas, os cosmopolitan, o Mr. Big, os anos 90.
As luzes se apagam. Os créditos iniciais fazem uma tentativa de “resumão” das quatro personagens para quem não conhece a série (se você precisa desse resumo é melhor esquecer o filme: não vai achar a menor graça). Sentada do meu lado, uma moça começa a dar gemidos quase mudos, pulinhos de prazer (era uma Samantha, acho). A da cadeira da frente (uma Carrie solitária) assiste a tudo sem abrir a boca. E sem piscar os olhos (no final, sairia da sala com óculos escuros).
Do meio para o fim da projeção, a platéia foi acalmando, as risadas foram diminuindo. Deram lugar a um funga-funga de quem chora meio às escondidas, morrendo de vergonha. Coisa de jornalista que não conseguia conceber por que raios foi ficar tão emocionado com uma historinha previsível daquelas. Com um roteiro que mais parece um episódio esticado (ou uns dois ou três retalhados e costurados) do que propriamente um filme. Com o desfecho mais água com açúcar do cinema desde “A Lagoa Azul”.
Sem saber exatamente o que dizer, Carries, Samanthas, Charlottes e Mirandas de todos os sexos enxugaram as lágrimas em silêncio e foram para a fila, pegar de volta o celular.
Escrito por Marcus Preto

Marcelo Camelo soltou hoje uma nota dizendo que seu álbum solo de estréia sai mesmo este semestre. O de Rodrigo Amarante, pelo que tenho ouvido dizer, também já está quase pronto (cansei de escutar, como se não fosse nem segredo, coisas do tipo: “O Ruivo está na Europa fazendo o disco dele com o Devendra Banhart“.). Isso foi no ano passado, então não deve demorar.
Quando o Los Hermanos acabou - ou melhor: deu, er, essa “pausa por tempo indeterminado” -, muita gente disse: “Oba, em vez de um disco só, teremos DOIS!”. Teremos.
Escrito por Marcus Preto

Na esteira do provável sucesso de “O Incrível Hulk”, o filme (que estréia mês que vem nos cinemas daqui), a Universal lança em DVD a primeira temporada da série de TV dos anos 70. O papel central ficava dividido entre Bill Bixby (calminho) e Lou Ferrino (nervoso) e os finais de todos os episódios eram iguais: Bruce Banner seguindo, de mochila nas costas, para lugar nenhum. Triste e solitário. O box chega às lojas dia 25 de junho.
Escrito por Marcus Preto

Espécie de gênio do rock, o (ex-)beach boy Brian Wilson vai lançar um disco de inéditas em setembro. Nem aí para a era mp3, que despreza o “antigo” conceito de álbum, That Lucky Old Sun conta, em 11 faixas, a história da infância do próprio Brian, vivida no sul da Califórnia.
Muita gente por aqui compara Wilson ao (ex-)mutante Arnaldo Baptista. Duas lendas vivas que chegaram ao limite da piração e voltaram pra contar a história. É verdade que não é todo mundo que consegue (ou tem disposição para) decifrar a linguagem dos dois, tão marcada por esse caminho turbulento.
Gente, mas não é exatamente essa a graça do negócio?
Escrito por Marcus Preto
Nando Reis já contou que, quando adolescente, morria de tesão na Wanderléa. Reservava várias de suas paredes para a estrela máxima da jovem guarda. Enlouquecia com aquela figura loira, pernas de fora, que revezava meiguice com rebeldia roqueira. Nessa época, Gal Costa, semi-peladona na capa do LP Índia, já era a dona da libido nacional. Mas Nando não seguia a onda.
No dia 20 do mês que vem, Nando sobe ao palco do Auditório Ibirapuera para cantar duas músicas com Wandeca, que grava por lá seu primeiro DVD, sob a produção do dedicado Thiago Marques Luiz (responsável pelos discos-tributo a Maysa e Dolores Duran). Pretende revisitar principalmente o repertório de seus sensacionais (e pouco conhecidos) álbuns dos anos 70. Estava na hora.
Com Nando, deve cantar “Back in Bahia” (composta por Gilberto Gil no comecinho dos 70, assim que ele voltou de seu exílio londrino). Muita gente imagina que essa participação especial seja uma homenagem do ex-titã a sua antiga musa. Bobagem. Nando está é querendo agradar ao menino que ele mesmo foi, 30 e tantos anos atrás.
Escrito por Marcus Preto