Prova de fogo
Nando Reis já contou que, quando adolescente, morria de tesão na Wanderléa. Reservava várias de suas paredes para a estrela máxima da jovem guarda. Enlouquecia com aquela figura loira, pernas de fora, que revezava meiguice com rebeldia roqueira. Nessa época, Gal Costa, semi-peladona na capa do LP Índia, já era a dona da libido nacional. Mas Nando não seguia a onda.
No dia 20 do mês que vem, Nando sobe ao palco do Auditório Ibirapuera para cantar duas músicas com Wandeca, que grava por lá seu primeiro DVD, sob a produção do dedicado Thiago Marques Luiz (responsável pelos discos-tributo a Maysa e Dolores Duran). Pretende revisitar principalmente o repertório de seus sensacionais (e pouco conhecidos) álbuns dos anos 70. Estava na hora.
Com Nando, deve cantar “Back in Bahia” (composta por Gilberto Gil no comecinho dos 70, assim que ele voltou de seu exílio londrino). Muita gente imagina que essa participação especial seja uma homenagem do ex-titã a sua antiga musa. Bobagem. Nando está é querendo agradar ao menino que ele mesmo foi, 30 e tantos anos atrás.


