Â
Sei que o assunto já está velho, mas como ”Sex and the City” continua em cartaz… Li hoje (só hoje) no blog 02neurônio um texto de Nina Lemos que comentava não o filme, mas o mal que aquelas quatro mulheres fizeram ao mundo. Copiei e colei. Concordo plenamente com ela. Quem quiser discordar, fique à vontade.
A vida não é Sex and the city
Devo dizer que não vi. Mas também preciso dizer que não gostei muito. E podem me chamar de mal humorada se quiserem. Mas tenham paciência. Tentem me entender, please.
Eu não aguento mais ouvir falar da Carrie, a estranha, e suas amigas. Sim, o seriado era legal. Mas ele causou um mal imenso para o mundo. Isso porque umas meninas (muitas, em toda parte um pouco endinheirada dele) começaram a achar que a vida é Sex and The City. E não, não é. A gente não mora em Nova York, a vida não é um mar de cosmopolitans, não temos tanto dinheiro para comprar tantas roupas e não fazemos tanto sexo.
Em outras palavras, a vida é bem legal e divertida, mas não é assim tão glamourosa. E isso é ótimo. O problema, repito, não é a Estranha em si. Mas as pessoas acharem que aquilo é um modelo de vida. Enquanto escrevo, elas, as meninas SaC, vagam por aà brincando de Sex and The City.
Tudo tinha acalmado com o fim do seriado. Mas agora a histeria pode voltar com o filme. Ai. As roupas que elas usam! E o vestido de casamento da Carrie com o yuppie patético que é o Mr. Big? Sono.
É só um filme. Eu sei. E apenas gostaria que todas as garotas pensassem nisso. Melhor desligar a TV_ ou o projetor de cinema_ e viver de verdade. Não é, não?
(Nina Lemos)
Escrito por Marcus Preto

Escrito por Marcus Preto
 
Sasha estréia como atriz este ano. “Jesus, mas como isso foi acontecer?”, é a primeira pergunta que vem à cabeça de quem lê essa notÃcia. Eu conto: a princesinha do Brasil chegou da escola dizendo pra mãe que tinha lido ”O Fantástico Mistério de Feiurinha”, de Pedro Bandeira, e adorado. Pronto. Ou talvez tenha feito algum tipo de chantagem emocional (essas crianças…), dizendo que se a mãe não desse um jeito de transformar o livro em filme imediatamente ela seria capaz de… capaz de… capaz de alguma coisa. Aà não teve jeito: Xuxa teve que obedecer, né? Fazer o quê?
Escrito por Marcus Preto
Â
Â
Na semana passada, um animadÃssimo fã do Guns n’ Roses (sim, ainda existem fãs animadÃssimos do Guns n’ Roses) teve acesso, sabe-se lá como, a nove faixas de Chinese Democracy, o próximo álbum da banda. Bonzinho que é, postou todas elas no seu próprio blog para que outros fãs igualmente animados pudessem ouvi-las.
Â
No dia seguinte, recebeu um telefonema dos advogados de Axl Rose, o grande (!)vocalista dessa grande (!!) banda do rock americano. Tirou tudo do ar e, a pedido deles, deletou os arquivos de seu computador.
Â
Nem pensava mais no assunto quando, voltando do almoço de ontem, o fã blogueiro recebeu visitas inesperadas na recepção do prédio onde trabalha: dois agentes do FBI. Fizeram uma, digamos, “inspeção” no computador de seu trabalho e avisaram que hoje olhariam o de sua casa.
Â
Será que era pra tanto?
Escrito por Marcus Preto
 
Paul McCartney e Ringo Starr, nossos dois beatles sobreviventes, estão conversando seriamente com os criadores dos games Guitar Hero e Rock Band. Ou seja: em breve, poderemos ter jogos estrelados pelos quatro meninos de Liverpool. Só falta a parte mais difÃcil: Yoko Ono aprovar.
Falando nisso, este mês chega às lojas americanas a versão dessa mesma idéia com a banda Aerosmith. No ano que vem, teremos Metallica.
Escrito por Marcus Preto
Â
Parece que é pra matar a gente de curiosidade. Mas hoje a organização do Tim Festival contou quem são as quatro primeiras atrações confirmadas pra sua edição deste ano, que acontece em outubro em São Paulo, Rio e Vitória. Só quatro. A banda inglesa Klaxons (esses da foto acima), o trio americano The Gossip, o veterano do jazz Sonny Rollins e a cantora Stacey Kent. Tudo lindo, tudo lindo. Mas o público fiel do festival, que ainda acredita nos mesmos boatos que rolam todo ano (o caso mais clássico: “desta vez o Radiohead vem, é certeza, já foi fechado!”), fica esperando confirmações vindas do além. Esperemos.
Escrito por Marcus Preto

Escrito por Marcus Preto

Entre 27 de junho e 24 de julho, o HSBC Belas Artes (Av. Consolação, 2423) dedica uma sessão diária a algumas das mulheres mais inescrupulosas, dissimuladas e venenosas da história do cinema. A coletânea “Malvadas” traz quatro longas, um por semana, apresentados sempre à s 19h.
Como não poderia deixar de ser, o filme que abre a programação é “A Malvada”, de Joseph L. Mankiewicz, o maior clássico do gênero, com Bette Davis e Anne Baxter nos papéis principais. “A Noiva Estava de Preto”, de François Truffaut, é o segundo da lista. Estrelado por Jeanne Moreau, o roteiro é inspirado no universo de Alfred Hitchcock. Em seguida, o festival reapresenta “Verão Assassino”. Dirigido por Jean Becker, o filme traz Isabelle Adjani como a femme fatale. Fechando o mês, “Lady Vingança”, do sul-coreano Park Chan-wook, conta a história da mulher (Yeong-ae Lee) que passa 13 anos na prisão arquitetando o que vai fazer com o maldito que a colocou ali injustamente.
Programe-se:
“A Malvada” -Â de 27 de junho a 3 de julho
“A Noiva Estava de Preto” -Â de 4 a 10 de julho
“Verão Assassino” - de 11 a 17 de julho
“Lady Vingança” - de 18 a 24 de julho
Escrito por Marcus Preto

Estreou na sexta-feira o tão esperado “Fim dos Tempos”, novo longa do incensado M. Night Shyamalan (”Sexto Sentido”, “A Vila”). O roteiro parte de uma idéia genial: sem qualquer motivo aparente, os moradores de uma cidade começam a se suicidar em massa. Mas se perde completamente assim que as “explicações” começam a se fazer necessárias. A pergunta é: Shyamalan é mesmo um grande diretor que não anda acertando a mão nos últimos filmes ou é um diretor medÃocre que deu muita sorte no começo da carreira?
Todas essas questões à parte, a coisa que mais chama a atenção no filme é Mark Wahlberg. Ele até já provou que pode dar conta do recado em “Os Infiltrados”, filme pelo qual foi indicado ao Oscar (não que isso signifique necessarimente alguma coisa). Mas em “Fim dos Tempos” a coisa é constrangedora. Sua atuação é tão expressiva quanto a de um ator pornô em começo de carreira. Os músculos do rosto não se movem nem na alegria, nem na tristeza. A cara que ele faz quando fica sabendo que sua mulher finalmente conseguiu engravidar é a mesma de quando vê pessoas se matando na sua frente. O público saÃa da sessão perguntando: era pra levar a sério?
Escrito por Marcus Preto
 
Só pra continuar a reflexão sobre a questão do download - pago ou gratuito - de música. Conversei hoje com Beto Bruno, vocalista do Cachorro Grande, e aproveitei pra perguntar sobre o assunto. Afinal, a banda lançou Todos os Tempos (2007), seu álbum mais recente, primeiro para venda online. Só um mês depois veio sua versão “fÃsica”. Agora, um ano depois, dá pra dizer se o resultado foi favorável?
Beto Bruno: Eu fico bem feliz que tenha sido assim. Foi bom pra divulgar. E se a gente não colocasse ali [para download], um carinha ia disponibilizar de qualquer maneira num blog desses e iam baixar de qualquer jeito. O que me incomoda nessa maneira nova de ouvir música não é nem se estão pagando ou não, mas é o formato mp3, é como estão ouvindo. Artista nunca ganhou dinheiro com disco mesmo, isso é papo de gravadora. Os caras que estão numa gravadora com rabo preso - o que não é o meu caso, porque estou numa gravadora mas falo o que quiser - se sente pressionado a dizer que é um problemão ficarem baixando música, que isso está atrapalhando eles. Não está atrapalhando eles nada! O que pode atrapalhar é que, se tu pára de vender, a gravadora não vai ter dinheiro pra investir em ti. No nosso caso, como é uma gravadora pequena, quando o disco não vende bem a gente tem que rachar o custo do clipe com eles. Mas isso sempre se contorna. O mais grave é o som que as pessoas consomem. A gente fica um ano pra compor um material novo, dois meses pra gravar e mais um mixando - tudo pra fazer da melhor maneira. Pra depois o cara ficar ouvindo o disco naquelas caixinhas do computador. Pelo menos copia um CD e vai ouvir no som do teu pai, na sala. Som de iPod também é podre, é de plástico, não tem profundidade, é completamente linear, os graves e os agudos são falsos, os volumes todos que você passou um mês inteiro mixando se perdem. Simplesmente, essa geração não está escutando música. E as bandas de hoje não têm o tesão de ficar na frente de um estéreo só por curtir. Eles ficam na frente do computador conversando com fã e ouvindo os sons que gostam, essas coisas meio de emo, naquelas caixinhas. Depois chegam no produtor e não sabem o tipo de som que querem - porque não ouviram. Isso é o que mais me dói: eles escolheram errado seu super-herói.
Escrito por Marcus Preto