Marcus Vinícius Brasil

não é moderno nem pertence à cena. Apesar disso, vive à base de música bate-estaca e adora qualquer sonoridade esquisita. Por esse motivo, às vezes, tropeça em novas tendências - mas sempre por mera coincidência

Regiane Teixeira

É jornalista e baladeira de carteirinha. Repórter que investiga o glamour, as roubadas e os personagens da noite de São Paulo com olhar crítico.





11 de Junho de 2008

O CD morreu!

 

 

Um desses blogs que disponibilizam discos inteiros pra download de graça… Espera, deixa eu explicar isso melhor.

 

Existem pessoas que gostam tanto de música que se dão o trabalho de postar álbuns completos em um provedor de hospedagem de arquivos (tipo Rapidshare) e depois publicar os links de acesso diariamente em seus blogs. Pra quem também gostar de música - ou tiver interesse no artista em questão - poder baixar, ouvir, conhecer. Não sei se ficou claro: os blogueiros não ganham um tostão com isso. 

 

Expliquei. Voltando. Um desses blogs que disponibilizam discos inteiros pra download de graça disse esta semana ter recebido um ultimato da gravadora carioca Biscoito Fino: ou os responsáveis pelo “crime” deletariam os posts relacionados a todos os artistas de seu elenco ou os advogados da empresa seriam acionados. Os posts foram devidamente deletados, já que ninguém quer ir preso ou pagar multa à toa.

 

A Biscoito Fino tem todo o direito de não querer ver seu produto, que tem um custo alto, sendo entregue de graça na rede. É uma empresa que produz discos e quer ter seu retorno através da venda deles. Mas o buraco que aparece nessa história toda é bem mais embaixo. Afinal, 1 - alguém ainda compra CD no Brasil?, 2 - proibir um blog minúsculo de disponibilizar os tais discos vai aliviar o rombo criado pela pirataria ou pelos downloads de sites gigantescos, tipo Soulseek ou Emule?, 3 - vem ao caso, a essa altura do campeonato, lutar contra a pirataria ou o mais sensato seria viver APESAR dela?, 4 - alguém ainda acredita que o mundo pode voltar à era (e aos hábitos) pré-internet?, 5 - existe quem creia que os mecanismos tecnológicos vão um dia conseguir barrar totalmente a troca de arquivos? Quanta pergunta…

 

O fato é que o mercado fonográfico já deveria ter se tocado (alguns já se tocaram) de que não adianta querer ficar brincando de Dom Quixote, tentando manter o CD, aquele objeto palpável com um furo no meio, no velho posto de “o produto”? O CD morreu! O negócio agora é mandar às favas o sentimento de posse sobre o objeto e reconhecer que o grande produto é o próprio artista e sua música - que não podem ser pirateados. E inventar novas maneiras de ganhar dinheiro com isso.

 

E, nesses novos tempos, um blog como o que foi obrigado a apagar seus posts pela Biscoito seria muito bem-vindo. Afinal, divulgação é parte bem importante nessa história. Desde o tempo em que o CD valia alguma coisa.









comentários dos leitores (29)

  1. Marcílio Avelino

    12 de Junho de 2008

    Meus cds andam adquirindo um hábito de acumular poeira… realmente não sei o que faço…pq nem pra enfeitar estante serve!!!!!!

  2.  
  3. Sergio Fonseca

    12 de Junho de 2008

    Respondendo à sua primeira pergunta, sim. Pessoas ainda compram cds. Eu sou uma delas. Se houvesse opção, compraria LPs. Gosto de manusear, olhar as capas, o design. É como um livro. Mas concordo que as gravadoras devem se adaptar aos novos tempos, criar outros mecanismos e preços. Há cds que possuem apenas uma ou duas faixas boas. É natural que ninguém queira comprá-los. Mas comprariam as faixas. Gostar de comprar cds não significa que eu não faça meus próprios cds em mp3, organizando sequências, etc. O Ipod e o mp3 substituíram os toca-fitas e K-7. :)

  4.  
  5. Danilo

    12 de Junho de 2008

    Pois é,
    fico pensando nisso, mas acho a resposta difícil.

    Como o Tatá disse: pode ser que muita coisa fique sem história de agora em diante.

  6.  
  7. Marcelo

    12 de Junho de 2008

    A única coisa que acho que perdemos com a morte do cd, é a história.
    Assim como hoje em dia, achamos inúmeros discos de vinil, na internet, nossas gerações também vão precisa de algum que fique guardado.
    E na rede, é muito fácil “sumir” com um arquivo.
    Mas isso pode ser um detalhe.

    Quanto a “proibição”
    da gravadora, coitada, acabou de perder e muto com isso. Todo mundo sabe que algums artistar se divulgarma apenas pela internet e fizeram o devido “sucesso” assim. Um show, sabado a noite, paga todo o lucro com a venda de cd´s.

  8.  
  9. Ricardo Marques

    12 de Junho de 2008

    concordo plenamente

    eu sou adepto de vários blogs

    quase já não tenho cds em casa a grande maioria eu salvo no micro e colo em pendrives que hj em dia custam quase o msm q um cdzinho

    e sobre a história de ter a capa encarte a arte e tal as lojas de cds atuai poderiam vender algo como se fosse um pendrive (ao estilo aqueles de banco) com um código único em cada “chave” que permitiria acesso a arquivos exclusivos e aos encartes e afins… pra tudo se tem um jeito

  10.  
  11. Léia

    12 de Junho de 2008

    cd na web já!

  12.  
  13. Andreh

    12 de Junho de 2008

    É uma pena isso estar acontecendo com os CDs. Gosto muito de ter cds, de folhear encartes, ver a arte que foi utilizada e td mais. Mas infelizmente é de certa forma inviável ficar comprando montanhas de cds sendo que vc pode simples baixar da net. Muitas bandas já estão colocando seus novos albuns à venda na internet barateando os custos. Talvez seja uma alternativa. Vai muito das pessoas também. Se vc gosta do trabalho da banda acho que vc deva apoia-la. Eu ultimamente tenho comprado só DVDs de shows das bandas que gosto ao inves de CDs. Querendo ou não um dvd pirata não é a mesma coisa que um original :P

  14.  
  15. Matheus Brant

    12 de Junho de 2008

    Em 1981 Chico Buarque já tratava do assunto na música “A voz do dono e o dono da voz”:

    Até quem sabe a voz do dono
    Gostava do dono da voz

    “Casal igual a nós, de entrega e de abandono
    De guerra e paz, contras e prós
    Fizeram bodas de acetato - de fato
    Assim como os nossos avós

    O dono prensa a voz, a voz resulta um prato
    Que gira para todos nós

    O dono andava com outras doses
    A voz era de um dono só

    Deus deu ao dono os dentes
    Deus deu ao dono as nozes

    Às vozes Deus só deu seu dó
    Porém a voz ficou cansada após
    Cem anos fazendo a santa

    Sonhou se desatar de tantos nós
    Nas cordas de outra garganta

    A louca escorregava nos lençóis
    Chegou a sonhar amantes
    E, rouca, regalar os seus bemóis
    Em troca de alguns brilhantes

    Enfim a voz firmou contrato
    E foi morar com novo algoz

    Queria se prensar, queria ser um prato
    Girar e se esquecer, veloz

    Foi revelada na assembléia - atéia
    Aquela situação atroz

    A voz foi infiel, trocando de traquéia
    E o dono foi perdendo a voz

    E o dono foi perdendo a linha - que tinha
    E foi perdendo a luz e além

    E disse: minha voz, se vós não sereis minha
    Vós não sereis de mais ninguém”

  16.  
  17. Gustavo

    12 de Junho de 2008

    Alguém viu isso:

    Wal-Mart e Apple negociam iTunes Store no BR

    O Wal-Mart negocia com a Apple para trazer uma versão da iTunes Store para o Brasil. De acordo com a Wal-Mart, existem negociações muito próximas entre as duas empresas. […] Segundo Fernando Menezes, vice-presidente comercial de não-alimentos do Wal-Mart, a intenção é que os clientes do varejista possam comprar músicas no formato AAC, compatíveis com o iPod e iPhone. […]

    Uma “Wal-Mart Tunes” não faz muito sentido, para mim. A Apple é concorrente direta da gigante do varejo, e em abril passado deixou-a para trás, fazendo da iTunes Store a maior loja de vendas musicais nos Estados Unidos.

    Fonte:BLOG.MACMAGAZINE

  18.  
  19. JazzMan!

    12 de Junho de 2008

    Prezado Marcus.

    Há duas semanas, eu entrevistei o Hamilton de Holanda para o meu blog (JazzMan!). Como você deve saber, o blog também compartilha cds completos, além de fazer matérias, mantenho um pouco de cunho jornalístico ao site. Na entrevista ao Hamilton (ex artista da Biscoito Fino), perguntei o que ele achava sobre o compartilhamento de suas músicas na internet. Veja a pergunta e a reposta:

    JM: Você disse no show que logo irão colocar o seu CD para baixarem na internet. Enquanto artista de música instrumental, você acredita que isso ajuda ou atrapalha?

    HH: Eu tenho uma opinião muito séria: eu não vou dar as músicas, mas não vou proibir que copiem, postem à vontade. Não vou proibir, não acho ruim, pelo contrário, acho até bom. Mas eu trabalho com isso… Quer dizer, por um lado é bacana porque divulga. Disponibilizei meu disco inteiro no MySpace, criei um canal de televisão dentro do meu site: a gente filma todos os shows e coloca lá… Tem esse negocio do CD a 10 reais…

    Sou totalmente a favor da democratização dos meios: acho que é isso mesmo, não existe mais a maneira correta de se fazer, a que vai dar certo – mercadologicamente falando. Acho que depois que inventaram a internet, não vão mais conseguir criar uma só maneira, como antes existia o LP e o CD: agora são várias. Acho até bom que seja assim, a gente consegue atingir um número maior de pessoas.

    Eu to fazendo isso através do meu site: coloco as músicas pro pessoal ouvir lá. Sei que já existe programa em que se pode baixar, mas eu não coloco.JM

    JazzMan!

    http://www.jazzmanbrasil.com/

  20.  
  21. Junior

    12 de Junho de 2008

    Tenho coleção de LPs e de CDs, adoro as capas, os encartes e o design involvido em cada disco, mas é cada vez mais raro eu comprar um CD. Alguns, faço questão, mesmo já tenho as faixas em mp3. Outros, curto a música e pronto. E acho que você está certo, Preto: não dá para voltar atrás, a internet criou outra realidade (inclusive para outras áreas, como cinema, TV e mídia impressa) e as gravadoras têm de criar uma saída.

  22.  
  23. cleido

    12 de Junho de 2008

    tenho 3000 cds maravilhosamente enfileirados em uma estante especialmente feita para eles. Adoro Cds, ver as capas, os encartes, porém … faz 3 anos que nao compro mais nenhum! A vontade de manusear capas e encartes foi rapidamente substituída pela acessibilidade à artistas antes (quase) impossíveis de se obter em algum lugar e/ou por um preço justo. O CD está morto! Vida longa à Música!!!!

    ps. ao fundo toca o Tago Mago do Can, possível graças a um desses maravilhosos blogs citados na reportagem.

  24.  
  25. Eliana

    12 de Junho de 2008

    Li com atenção teu texto e só tenho a dizer que faço minhas as tuas palavras.

    Infelizmente, não tenho uma receita para as gravadoras. Mas elas têm que investir seu tempo procurando outro caminho, ao invés de lutar contra o que já está aí e veio para ficar.

    Hoje vi num blog que a gravadora Trama vai começar a disponibilizar discos inéditos dos artistas contratados para baixar gratuitamente e, só depois, lançar em CD. Talvez seja o caso de as outras gravadoras tentarem entender o que a Trama já entendeu.

    De resto, só resta lamentar a ameaça a pequenos blogs. Quem sabe a Biscoito Fino usa as pessoas que estão “caçando” seus produtos em blogs para pensar em uma solução menos ridícula? Fica aí a sugestão…

    Valeu levantar essa bola, Marcus. A quantidade e qualidade do retorno mostram que vc tem muitos aliados.

    Abraço.

  26.  
  27. Poeira e Cantos

    13 de Junho de 2008

    Você foi muito feliz no seu texto, parabéns.
    Não podemos nadar contra a maré.

  28.  
  29. cebola

    13 de Junho de 2008

    Bom acho que a maior dificudade sempre é o PREÇO ALTO e somente 20% de faixas bacanas…Fica difícil de comprar cds hoje,pois sou do tipo que quando compro só vou atrás de coletânias(que sempre são fracas ) e o que não contem no cd baixo por falta de opção no cd…uns 10 anos atrás muita gente comprava rios de cds prá completar a coleção do artísta predileto dele ,e nisso ia muita grana,pois com a onde de mp3 que virou febre de uns 5 anos prá cá o negócio é aumentar a quantidade e qualidade da CDteca(baixadas ou compradas)que temos….ou seja corremos na maioria das vezes prá baixar….imagino a trabalheira que é jogar na net pro povo baixar e sem ganhar nada com isso……Dou força sempre prá divulgação BLOGUEIRA…….mas se o CD MORREU sinto muito pelas gravadoras.

  30.  
  31. benzinaMan

    13 de Junho de 2008

    valeu pelo texto, marcus.
    sou o criador do tal blog intimado, e acho legal ver que repercutiu com bons argumentos..
    aquele abraço

  32.  
  33. Daniel Brazil

    13 de Junho de 2008

    O CD não morreu ainda (nenhum defunto rende tantos milhões, em escala mundial!), mas é uma mídia destinada ao mesmo fim dos elepês de vinil. Peça de colecionador.
    Aliás, quem curte arte gráfica através de CDs não sabe o que perdeu, com o fim dos LPs!
    A capa do Sgt. Peppers é ridícula no formato CD, precisa de lupa pra ser apreciada…

  34.  
  35. Claudia Kampf

    14 de Junho de 2008

    As gravadoras ”Existem” para divulgar o trabalho do músico, não ? Se o músico pode divulgar seu trabalho pela internet, prá quê gravadoras ? Estas empresas de divulgação de músicas e músicos estão fadados a desaparecer. Não é questão de ”encontrar” uma saída para elas. Simplesmente o que elas se propunham a fazer a internet está fazendo. Seria melhor investir mais nos shows dos artistas que estão sendo divulgados na internet e ganhar com os ingressos do que proibir a sua divulgação na net. Proibir é um retrocesso. Por que não disponibilizar os CDs gratuitamente em sites, ver quais os que tem maior número de donwload e sair por aí produzindo shows deles pelo Brasil e mundo afora ? Seria uma ótima oportunidade para a democratização, e não para uma censura retrógrada. Que as ”gravadoras” se reformulem e passem a ganhar com shows.
    :)

  36.  
  37. Marquinho

    14 de Junho de 2008

    Valeu, Preto! Concordo totalmente contigo. Há tempos publiquei um artigo no meu blog marquinhocarvalho.blogspot.com sobre o tema e elogiando o grande trabalho do Som Barato, Um Que Tenha, Abracadabra, Cápsula da Cultura, Loronix, Música da Boa. Muita gente que faz um trabalho abanegado em favor da grande música brasileira. Há três anos criei a http://www.radioweb.bocalivre.org para sociabilizar os tesouros que baixei na internet. Coleço discos de vinil há vinte e cinco anos. Tenho mais de cinco mil discos, entretanto, nunca havia tocado e, muito menos tomado conhecimento de fantásticos tesouros da música brasileira e decoberto gênios como Moacir Santos, Laurindo Almeida e tantos outros. Devo tudo isso aos nossos amigos blogueiros. Vida longa à música e aos blogueros incansáveis!
    Marquinho

  38.  
  39. carlos

    14 de Junho de 2008

    meus cds estão pegando poeira, gosto muito de manusear capa, encarte, mas isso já tinha sofrido um baque na mudança para o cd, o vinil era maior, a capa e encartes mais bem cuidados, quando passei para o mp3 senti falta, mas depois que aprendi a buscar na net sites com capas de cds e encartes rapidamente me adaptei, é uma pena e não é para as gravadoras, afinal um cd por exemplo da marisa monte novo esta uns 35 reias, a gravadora ganha e sempre ganhou muito em cima da vendagem, nunca teve dó, agora são outros tempos estão gastando a gordura acumulada

  40.  
  41. Preto Vasco

    15 de Junho de 2008

    gostaria de saber apenas os discos que foram retirados do ar…

  42.  
  43. Camila

    16 de Junho de 2008

    atualmente só compro cd após ouvir e gostar de todas as faixas.Descobri trabalhos os quais, certamente, seriam tolhidos pelas fórmulas de venda da ind. fonográfica. Acredito que a internet troxe liberdade de produção aos artistas e de escolha aos consumidores que não mais ouvem apenas o que as grandes empresas supõem ser o próximo hit do momento. Particularmente, prefiro a produção atual à que nos era imposta pelas gravadoras há cerca de 10 anos.

  44.  
  45. José Baiano

    17 de Junho de 2008

    Meus amigos, achamos um bicho em extinção: é o Sérgio Fonseca, lá no 2o. comentário, que diz que ainda compra CD. Se ele não for o último da espécie, é com certeza um dos últimos. Brincadeiras à parte (eu também compro às vezes mas muito menos do que comprava antes), está mais do que evidente que o mercado não está sabendo se adequar às novas realidades tecnológicas. Na verdade, o que as gravadoras estão fazendo é lutar, por todos os meios, para esticar os atuais ganhos. Mas eu tenho certeza de que elas também já sabem que seu tempo, na forma atual, passou. Nos países desenvolvidos, onde a Justiça e a Polícia são mais eficientes do que no Brasil, eles estão conseguindo ainda criar dificuldades para a disseminação via web. Mas é questão de tempo para que a coisa também desande por lá. (Aliás, li na imprensa, no mês passado, que a Apple está para fechar um acordo com as gravadoras de lá segundo o qual as músicas baixadas do iTunes teriam uma assinatura válida por 2 anos. Depois disso, ou você renova (pagando, é claro) ou não pode mais ouvir a música. Que tal essa? Os caras, além de impedirem a disseminação, ainda vão criar uma receita eterna se você quiser manter as músicas que gosta!!! É brincadeira ou quer mais???.)
    Um abraço.

  46.  
  47. Luiz Antonio

    18 de Junho de 2008

    Sempre fui colecionador de música. minha coleção de vinis tem raridades e estão em excelnte estado de conservação. Cds também aos montes, mas há mais de nao só compro dos meus favoritos os CDS. Para ter encarte, e talicoisa. Encontrei nos blog verdadeiras bibliotecas da Musica Brasileira (barsas da MPB!) baixo o que posso e vou atras daqueles lá dos anos 50 e 60! Agradeço aos blogueiros que por amor a música fazem isso. Mas, o que será do músico? Realmente me preocupa muito. No entanto gostaria de saber se eles recebem pelas reedições de seus discos pelas gravadoras? Aposto que não. Não sei compo funciona isso de link, mas acho que o caminho pro músico e gravar menos e fazer ao vivo cada vez mais. Criar sites e permitir que se escute suas musicas no próprio site ou disponibilizar direto para dowloads a preços baixos, tipo R$1,00. Os blogs ajudam a divulgar, mas deveriam então depois de estabelecido os downloads a preços baixos disponiblizar versões demo daqueles cantores que possuiem site e solicitam que a versão integral esteja apenas n o seu site. O que vale mais? 30 donwloads de RS1,00 na conta do artista ou 1 cd dele vendido na loja?

  48.  
  49. Thiago

    18 de Junho de 2008

    Quando os CDs ainda eram vivos, eu tinha muitas fitas K-7s de CDs de amigos meus. Essas fitinhas circulavam o mundo, passando de mão em mão. Qual a diferença de um amigo meu me emprestar um CD pra eu gravar numa fita ou num CD gravável e um outro amigo meu me emprestar o CD pra eu gravar no meu computador, por meio da disponibilização do CD na internet?! Eu respondo: o alcance. Quanto eram fitinhas circulando de mão em mão o alcance era muito menor. Mas o princípio continua sendo o mesmo.

  50.  
  51. Edinho

    20 de Junho de 2008

    Vale muito o dizer de um dos blogs (mais ou menos assim): “Se gostar de algum CD que tenha baixado faça uma força para comprar!”.
    Ora, o CD morreu, mas não queremos atrapalhar a carreira de ninguém.
    “- Gostei tanto daquele CD que baixei aqui do músico TAL. ele não lançou mais discos novos ?
    - Não, ele passou num concurso e deixou a carreira.”

  52.  
  53. Larissa Rocha

    2 de Fevereiro de 2009

    Antes os artistas faziam show para vender discos, agora gravam discos para vender shows. É impossível voltar atrás. Enquanto eles impedem judicialmente um blog de postar as músicas surgem vários outros postando.

  54.  
  55. Jean

    26 de Março de 2009

    baixa via torrent
    :)

  56.  
  57. Ro

    29 de Julho de 2009

    só quando adpatmonos é que podemos exigir e prevenir,a pirataria esta ai pelo pouco acesso aquisitivo do publico, e pelo fácil e barateado acesso dos criadores não que eu aprove,ms se s gravadoras, puderem criar algo digitalizado ,de fácil danlowd, com acescivel preço pelo mesmos, vende que nem água e ganha muito mais do que tentar armr a guerra de pode r que só estimula mais. A maior sabedori de quaiquer nicho de mercado, é quebrar o inimigo com sua própria técnica. Fica par pensar.”De graão em grão a galinha enche o papo”-Muito milho em um só paiol,nã planta-se nem come-se”
    bjs a todos e sorte.

  58.  
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