
O Studio SP (Rua Augusta, 519) fechou uma programação intensa até o final de agosto. Além dos shows “de carreira” das bandas (aqueles que, em tese, divulgam discos lançados), vão rolar por lá umas misturas inesperadas. Como, por exemplo, Edgard Scandurra e Arnaldo Antunes, no dia 28.
Vá anotando na agenda. Hoje, quinta-feira, é dia do Cérebro Eletrônico de Tatá Aeroplano, que lançou recentemente o ótimo álbum Pareço Moderno. Dia 15, tem os matogrossenses do Vanguart. Dia 22, a banda Trash Pour 4. Dia 27, a “MySpace Tour” de Mallu Magalhães. E dia 29, a banda Heroes, de André Frateschi, que faz só covers de David Bowie.
Mas há muito mais. Acesse o site do Studio SP para ver a programação completa e botar o nome na lista de descontos.

Escrito por Marcus Preto

(foto: reprodução)
Com debate e aulas-shows no Sesc Pompéia, o projeto “Meu Tempo É Quando” comemora o começo da reedição da obra de Vinicius de Moraes pela Companhia das Letras. Dia 5 de agosto, a cantora Paula Morelenbaum se junta ao compositor (e pianista) José Miguel Wisnik e ao violonista Arthur Nestrovski para um sarau com a obra musicada do poeta. No dia seguinte, uma mesa de debates com o poeta e filósofo Antonio Cicero, o poeta Eucanaã Ferraz (autor do livro “Poesia Completa e Prosa de Vinicius de Moraes”), o escritor Antonio Carlos Secchin e, mais uma vez, José Miguel Wisnik analisa a importância da poesia de Vinicius.
Os primeiros livros de Vinicius a ser recolocados nas prateleiras são “O Caminho para a Distância” (1933), “Poemas, Sonetos e Baladas” (1946)”, “Pátria Minha” (1949), “Antologia Poética” (1954). Coordenadas por Eucanaã Ferraz, as novas edições devem vir com caderno de fotos e textos críticos de época, além de novas análises das obras.
Escrito por Marcus Preto

Caio Fernando Abreu (reprodução)
A jornalista Jeanne Callegari, colega de Editora Globo (ela faz parte da redação da revista “Crescer”), lança amanhã “Caio Fernando Abreu - Inventário de um Escritor Irremediável” (ed. Seoman), biografia do escritor gaúcho morto em 1996, autor de livros como “Ovelhas Negras”, “Morangos Mofados”, “Triângulo das Águas” e “Onde Andará Dulce Veiga?”. O lançamento acontece a partir das 19h, na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731).
Escrito por Marcus Preto

Amanhã, terça-feira, Marina de la Riva faz show no Sesc Ipiranga, aqui em São Paulo. Ela vem sendo apontada por muita gente como uma das boas vozes dentro dessa confusão que é hoje a música brasileira (não estou reclamando). Até suas próprias colegas de profissão andam lhe tecendo elogios, o que é sempre estranho. Afinal, “cantora não costuma gostar muito de cantora”, como já me alertou Thalma de Freitas - que, aliás, adora Marina.
O disco da moça é bonitinho. E sua apresentação na Virada Cultural deste ano levantou bem o público na frente do Copan. O negócio é ir ao Sesc qual é. O ingresso custa R$ 16.
Escrito por Marcus Preto

Gal Costa
Mais um blog de fotógrafo. Desta vez, a dona é Thereza Eugenia, que passou a vida inteira clicando estrelas da música brasileira. A seguir, algumas delas. Para ver todas, clique aqui. A dica veio de Marco Barreto, leitor deste blog. Alguém conhece outros? Mande pra gente.

Ney Matogrosso

Zizi Possi e Luiza Possi

Maria Bethânia

Raul Seixas
Escrito por Marcus Preto

Fernanda Montenegro, Fernando Torres e a pequena Fernanda Torres
Profissional importantíssimo na história da fotografia brasileira, Antonio Guerreiro completou 40 anos de carreira com uma exposição virtual de alguns de seus trabalhos mais famosos. Além de lindas, as fotos representam parte considerável da cultura (e da moda) nacional nessas últimas quatro décadas. Reproduzi algumas delas aqui, mas vale fazer uma visita ao blog e ver todas, uma por uma.

Lucélia Santos

Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia

Rita Lee
Escrito por Marcus Preto

Na noite de ontem, segunda-feira, a cineasta Ana Carolina lançou toda sua obra em DVD. São seis filmes: “Getúlio Vargas, Ditador” (1974), “Mar de Rosas” (1977), “Das Tripas Coração” (1982), “Sonho de Valsa” (1988), “Amélia” (2000) e “Gregório de Mattos” (2003). Na foto acima, a diretora aparece com Ruth Escobar durante as filmagens deste último.
Ana foi uma das únicas mulheres brasileiras (tento me lembrar de outra e não consigo) a comandar um set de filmagem em plena ditadura militar dos 70, e só por isso ela já merecia créditos e interesse. Mas a coisa fica muito mais séria quando vemos seus filmes. Artista controversa, polêmica e provocadora (desculpe o clichê dos termos, mas é tudo isso mesmo que ela é), enfiou o dedo em tabus institucionalizados da família, igreja, escola e, por tabela, governo. Inventou uma linguagem que não existia no cinema daqui, em que distorcia chavões em imagens surrealistas. Nessas, algumas personagens literalmente “entravam pelo cano” ou ficavam “no fundo do poço”.
Suas histórias são contadas no plano da alucinação, com alguma semelhança (não muita) com o recurso usado por Nelson Rodrigues em “Vestido de Noiva”. Os personagens sonham, deliram - e não há um limite bem definido entre o real e a “viagem”. Ao contrário, esse limite parece não fazer sentido, não ter importância.
Tomara que agora, disponíveis ao público, esses filmes sejam devidamente revistos e aproveitados. A seguir, uma pequena sinopse de cada um deles.

“Getúlio Vargas, Ditador”
(documentário)
Usa material de arquivo para compor um retrato político do trabalhismo de Getúlio Vargas, desde os anos 30 até seu suicídio, em 1954.
“Mar de Rosas”
com Hugo Carvana, Norma Bengell, Cristina Pereira, Otávio Augusto, Myriam Muniz e Ary Fontoura
Casal de classe média pega estrada com a filha. Depois de uma briga, a mãe, Felicidade, mata o marido.
“Das Tripas Coração”
com Antônio Fagundes, Xuxa Lopes, Dina Staf (os três estão na foto acima), Cristina Pereira, Myriam Muniz, Maria Padilha, Christiane Torloni, Nair Bello e Célia Helena
Um internato recebe a visita de um interventor. Enquanto espera a reunião, ele sonha com todas as mulheres do colégio - alunas e funcionárias. Esses delírios fazem com que compreenda melhor suas personalidades.
“Sonho de Valsa”
com Xuxa Lopes, Ney Matogrosso, Daniel Dantas, Arduino Colassanti, Paulo Reis, Ricardo Petraglia, Cristina Pereira e Stela Freitas
Mulher de 30 anos vivencia diferentes buscas amorosas, como o amor paterno, o amor do irmão, do príncipe encantado, de Deus, e até de si mesma.
“Amélia”
com Béatrice Agenin, Marília Pêra, Camila Amado, Alice Borges, Betty Goffman e Myriam Muniz, Duda Mamberti e Pedro Paulo Rangel.
Ficção livremente inspirada na passagem de Sarah Bernhardt pelo Brasil, em 1905. A atriz francesa é influenciada por sua camareira brasileira, Amélia, que morre de febre amarela no dia do desembarque. Passa a conviver com as irmãs da camareira.
“Gregório de Mattos”
com Waly Salomão, Marília Gabriela, Ruth Escobar, Guida Viana, Tonio Carvalho, Rodolfo Bottino, Eliza Lucinda e Virgínia Rodrigues
Homenagem à obra e vida de um dos maiores poetas brasileiros do séc. XVII. O filme junta o pouco que se sabe sobre a vida do artista. Abaixo, Marília Gabriela e Waly Salomão em cena do filme.

Escrito por Marcus Preto

Alguns dos membros da Orquestra Imperial soltam seus discos-solo nos próximos meses.
Max Sette juntou forças com o mestre Wilson das Neves (parceiros no samba ”Era Bom”, lançado no disco de estréia da Orquestra) e, no mês que vem, deve botar na praça o primeiro álbum da dupla, Na Dividida. A distribuição vai acontecer primeiro no campo virtual, mas uma edição em CD também está prevista.
Já a estréia solo de Nina Becker ficou adiada para o final do ano. É que a cantora pretende lançar dois discos ao mesmo tempo: um mais pesado e roqueiro, com o acompanhamento da banda Do Amor, e outro mais “vazio” e tranquilo. A produção de ambos está sob os cuidados de Miranda e Maurício Tagliari.

Escrito por Marcus Preto

A série Era Iluminada do Sesc Pompéia - que já dedicou “festivais” à Bossa Nova, à Jovem Guarda e à Vanguarda Paulista - mostra este fim de semana (de hoje a domingo) três shows focados na Tropicália. Representante original do movimento, Tom Zé é o astro principal das apresentações. Antes dele, sobem ao palco a carioca Roberta Sá, o gaúcho Flávio Basso (mais conhecido como Júpiter Maçã) e a pernambucana Isaar.
Lucas Santtana, que faz a direção musical, montou uma banda especialmente para o projeto: Curumin na bateria, Regis Damasceno (do Cidadão Instigado), na guitarra, Lucas Martins no baixo, Astronauta Pinguim nos teclados vintage e piano, Gui Mendonça (ou Guizado) no trompete e fluguelhorn, Mauricio Zacharias no trombone, Mauricio Alves (ex-Mestre Ambrósio) na percussão. O próprio Santtana cuida da guitarra, cavaquinho e escaleta. O ingresso custa R$ 24.
Aqui vai o set list dos shows:
“A voz do Vivo” (Caetano Veloso)
“Go Back” (Torquato Neto/Sergio Brito)
“Tropicália” (Caetano Veloso)
“Panis et Circenses” (Caetano Veloso/Gilberto Gil)
“Negra Melodia” (Jards Macalé/Waly Salomão)
“Domingo no Parque” (Gilberto Gil)
“Ando Meio Desligado” (Mutantes)
“Baby (Caetano Veloso)
“Coração Vagabundo” (Caetano Veloso)
“O Vampiro” (Jorge Mautner)
“Marchinha Psicótica do Dr. Soup” (Júpiter Maçã)
“País Tropical” (Jorge Ben)
“Ogodô Ano 2000″ (Tom Zé)
“2001″ (Tom Zé/Rita Lee)
“Nave Maria” (Tom Zé)
“Tô” (Tom Zé)
“Parque Industrial” (Tom Zé)
Escrito por Marcus Preto

A partir do dia 31, o Sesc Pinheiros abriga os “Babilaques” de Waly Salomão, mostra que já havia passado pelo Rio no ano passado. Trata-se de uma série de “performances-poético-visuais”, como o próprio Waly gostava de descrever, produzidas nos 70. Segundo seu amigo e parceiro Antonio Cicero escreveu em um artigo reproduzido em seu blog, cada babilaque “consiste numa fotografia de uma página de um caderno em espiral, ao lado de diferentes objetos e sobre diferentes superfícies: asfalto, grama, pedra, roupas, outros cadernos etc. Na página, encontram-se desenhos e/ou colagens e/ou letras, palavras, versos, textos em manuscrito etc.”.

Naqueles anos 70, Waly pretendia mostrar o conjunto desses trabalhos no circuito de arte, sob o título “Waly Salomão: Babilaques, Alguns Cristais Clivados”. Mas a exposição não chegou a acontecer.
O Sesc também vai exibir, pela primeira vez, o curta “Alfa Alfavela Ville” (1971), gravado por Waly e pelo hoje colunista Zé Simão com uma câmera de super 8 em várias favelas cariocas.
Escrito por Marcus Preto