Sinais
Um curta-metragem da internet sobre as relacções humanas. É longo, mas vale a pena.
Via: Sampa é meu lugar
não é moderno nem pertence à cena. Apesar disso, vive à base de música bate-estaca e adora qualquer sonoridade esquisita. Por esse motivo, às vezes, tropeça em novas tendências - mas sempre por mera coincidência
É jornalista e baladeira de carteirinha. Repórter que investiga o glamour, as roubadas e os personagens da noite de São Paulo com olhar crítico.
Um curta-metragem da internet sobre as relacções humanas. É longo, mas vale a pena.
Via: Sampa é meu lugar

Vanguardista?
Nem Mallu Magalhães, nem Stefhany, nem CSS, nem Holger e nem The Twelves. O colunista do site do The Guardian, Alan McGee, elegeu Babe, Terror como a nova revolução da música brasileira. Os antenados da cena indie paulistana já o conhecem desde o ano passado e os que nunca ouviram falar dele, não perderam nada. Apesar de ser descrito como “completamente brasileiro†e ser comparado a Tropicália, o som do morador de Perdizes Cláudio Szynkier é experimental (e até interessante), mas não chega nem a ser uma mistura de indie-rock com electro e um tiquinho de carimbó. Como disse a única pessoa que parece ter bom senso na internet, o blogueiro Alexandre Xavier, “ele juntou algumas linhas de vocais distorcidos (gravadas todas por ele mesmo) com batidas na mesa, efeitos no computador e outras viagens dissonantes e criou um barulho bem original, é verdade, mas que soa como… barulho.â€
Fato relevante em torno disso é a estratégia de Cláudio. Em 2008 ele mandou e-mail para os crÃticos de conceituados veÃculos gringos divulgando suas músicas e conseguiu boas crÃticas em sites como Pitchfork Media, Uncut e um blog da New Yorker. Mesmo assim, o hype não se reflete na realidade. Em um show recente (no qual estive presente), pouquÃssimas pessoas compareceram, poucas o conheciam e quase nenhuma gostou do que ouviu. Os artigos internacionais mostram que a noção de música regional brasileira é distorcida e tudo o que chega lá vindo daqui ganha um rótulo precipitado. Bem que isso podia chegar ao Caetano Veloso pra ele comentar no seu blog.
A chuva que ameaçava, mas não caiu já indicava que o dia seria especial. Sim, o Just a Fest foi tudo o que já se disse. Não só pelo excelente show do Radiohead, mas pelo fato de que há muito tempo não se via tantas apresentações boas em uma única noite. Apesar das falhas de organização, a Chácara do Jóquei é um belo espaço para grandes eventos, onde é possÃvel avistar bem o palco estando a uma boa distância, na tranqüilidade e sem empurra-empurra.
O clima era de sol com garoa fina e cheiro de terra molhada. Perfeito para o competente Los Hermanos começar bem com o esquenta que empolgou fãs e até criou uma simpatia entre os descrentes na banda com um repertório de sucessos dos discos Bloco do Eu Sozinho, Ventura e 4. Já apertava o coração.
Em seguida, o Kraftwerk surpreendia até os desavisados com clássicos da música eletrônica e uma lição de show sutil, impactante e de extremo bom gosto. Era impossÃvel não entrar na viagem dos alemães na relação entre homem e máquina nos vÃdeos que exibiam palavras e seqüências que remetiam à nossa geração industrial e tecnológica. Momento sem reação.
Surpreendentemente, o set entre os intervalos das apresentações se mostrou de incrÃvel bom senso com uma ótima seleção de dub. Quem diria! Mais inesperado que isso foi o entusiasmo do Radiohead no palco. No ápice da noite, nem os fãs mais otimistas imaginavam que a apresentação da banda correria por mais de duas horas. Mesmo para aqueles a quem Radiohead não emociona, foram ao menos hipnóticos os momentos das consagradas Karma Police e Idioteque e os clássicos Fake Plastics Trees e Creep. O telão que voltou a funcionar depois de alguns minutos de apagão mostrava pedaços da banda como em um laboratório. E as experiências criadas ali fizeram com que muitos chorassem, outros desmaiassem e com que todos saÃssem felizes dali. Foi memorável, amigos. Pa quem não foi, ficam alguns trechos das apresentações e a entrevista que Thom Yorke e Ed O’Brien a Edgard Picolli na Multishow.
Faltam poucas horas e os ingressos já estão esgotados. Muitos vão pelo Radiohead, outros pelo Los Hermanos e alguns pelo Kraftwerk. Seja qual for a motivação, o Just a Fest promete empolgar nesse final de semana. Vamos ao aquecimento.
O Radiohead já causou comoção com alguns hits no México…
Rodrigo Amarante mostrou que não esqueceu o Los Hermanos no começo desse mês em São Paulo…
Cidadão Instigado ft Rodrigo Amarante - “O Vento” @ Itaú Cultural from Urbanaque on Vimeo.
E o clássico Kraftwerk
Para promover o lançamento do novo livro de Art Spiegelman, o autor de Maus, a editora McSweeney’s transformou, pela primeira vez, os desenhos do autor em animação. Be A Nose (seja um nariz), reúne esboços feitos desde os anos 60 até hoje em uma única história. Confira:
Mal saiu e o ótimo disco The Spirit of Apollo do projeto N.A.S.A., do americano Squeak E. Clean e do brasileiro Zegon, já tem quatro videoclipes. São todas animações com estilos bem diferentes entre si. Detalhe que a da música Money é toda feita com desenhos do artista Shepard Fairey (o responsável pelos famosos cartazes coloridos de Barack Obama). Veja aà e escolha o seu preferido:
O site da revista Popular Science está fazendo uma série de matérias explicando conceitos cientÃficos com colagens de vÃdeos do Youtube. Nem só de bizarrices vive a internet. Bom, hein!