não é moderno nem pertence à cena. Apesar disso, vive à base de música bate-estaca e adora qualquer sonoridade esquisita. Por esse motivo, às vezes, tropeça em novas tendências - mas sempre por mera coincidência
Passavam das 4h30 da matina e o cartaz de papel colado na fachada do D-Edge, avisando que a casa estava lotada, ainda não havia desanimado quem estava na fila à espera de sua vez para entrar. Mesmo do lado de fora era possÃvel ouvir baixinho ao remix de Trentemoller para “Do What You Doâ€, do japonês Yoshimoto, que o próprio dinamarquês tocava lá dentro, para uma pista que se recusava a esvaziar.
Trentemoller entrou por volta das 3h, e abraçou o lado mais pop de seu repertório. Na largada tocou um remix da ótima “Moanâ€, do álbum The Last Resort, e seguiu noite adentro com remixes de Franz Ferdinand e Nirvana (!). O pandemônio veio com a versão endiabrada de “What Else is There?â€, do duo Royksopp, com direito a coro do público extasiado.
Para quem esperava o dinamarquês tocar por aqui desde o cancelamento de 2006, foi noite de desengasgo.
Em seguida, Anders Trentemoller sobe aos toca-discos com ares de celebridade. Nos últimos anos ele despejou nas pistas grandes sucessos como os remixes para “What Else is There?”, do duo conterrâneo Royksopp, e para “Go”, clássico do novaiorquino Moby.
Durante o show que fizeram no festival Planeta Terra, no ano passado, o quarteto norte-americano Animal Collective mostrou porque são rotulados como “esquisitos”. O repertório - alicerçado por guitarra, baixo e teclados hipnóticos - veio principalmente do ótimo Merriweather Post Pavillion (2009) e de Strawberry Jam, lançado em 2007.Â
Cite alguns artistas influenciaram sua carreira.
Alguns deles: Quincy Jones, Miles Davis, Stevie Ray Vaughn, Prince, Rick James, DJ Jazzy Jeff, 3rd Bass, e outras coisas do hip hop mais antigo.
Ele já esteve em São Paulo, em 2007, na ocasião do Skol Beats daquele ano. Seu nome começou a interessar quando passou a lançar discos pela gravadora Border Community, do inglês James Holden (outro que esteve na cidade em 2007). O selo, especializado em tirar sons entorpecidos de teclados sintetizadores, deu projeção ao produtor nas pistas de dança.
A rapper Kid Sister, uma das principais atrações do Nokia Trends 2008, não tem nenhum álbum lançado, mas gostamos dela. Sua fama vem de algumas faixas soltas que vazam na internet, pelo menos enquanto não chega o prometido disco de estreia, Dream Date.
Como boa moradora de Chicago, berço da house music, ela prestou um tributo ao gênero com esse novo cover de “I’ll House You” - clássico dos anos 80 criado pelo grupo Jungle Brothers. Tecladinhos, clima de festa e nostalgia pura.