Marcus Vinícius Brasil

não é moderno nem pertence à cena. Apesar disso, vive à base de música bate-estaca e adora qualquer sonoridade esquisita. Por esse motivo, às vezes, tropeça em novas tendências - mas sempre por mera coincidência

Regiane Teixeira

É jornalista e baladeira de carteirinha. Repórter que investiga o glamour, as roubadas e os personagens da noite de São Paulo com olhar crítico.





30 de Novembro de 2009

Yacht e seu electro-rock intrigante

Yacht

 

 O tal lugar secreto que a organização da Smirnoff Experience escolheu para dar sua festa no sábado passado (28) era um galpão de filmagens encravado na Vila Leopoldina, próximo à Ceagesp. O endereço foi mantido em segredo até a última semana, e foi lá que foram montadas as três pistas em que rolaram os bons sets de James Murphy & Pat Mahoney (membros do grupo nova-iorquino LCD Soundsystem), Joe Goddard (da banda inglesa Hot Chip) e do veterano Derrick Carter – DJ de Chicago que ajudou a esboçar a sonoridade da house. O público ouviu ainda as discotecagens do americano John Tejada e do projeto alemão Move D.

 

Das atrações brasileiras, tocaram os DJs Ana Flávia, Gil Barbara, Mau Mau, Max Underson, Renato Cohen, Renato Ratier e a banda Stop Play Moon. 

 

Havia canos metálicos à mostra pelos ambientes e divisórias de madeira, dando a impressão de que a balada estava rolando numa área em construção. Foi nesse cenário que a dupla americana Yacht fez o show mais intrigante da noite – uma surpresa para muita gente que nunca havia ouvido falar no casal, cujo segundo álbum foi lançado em agosto deste ano.

 

Eles vêm de Portland (como bem explicaram com a ajuda de um mapa projetado no telão), e já mostraram sua veia performática desde os primeiros instantes: de joelhos, cada um apagou uma vela ao som de um sino badalando; em seguida, começarem a pular como se tivessem sido tomados por uma entidade xamanística. Cantaram sobre bases disparadas por um laptop deixado no canto do palco. Não havia nenhum instrumento ou músico extra. Mas nem por isso a performance foi menos divertida.

 

Jona Brechtolt e Claire L. Evans faziam o sinal da cruz compulsivamente, gesticulavam numa linguagem de símbolos alienígenas, pulavam sobre a mesa de som… O repertório passou principalmente pelo rock eletrônico de I See Mystery Lights: abriram com a percussiva “Ring the Bell†e cantaram o quase-hit alternativo “Psychic Cityâ€. Encheram a pista de gente curiosa, e conseguiram fazer com que boa parte desse público, ao final do show, ainda não tivesse compreendido bem aquele estranho episódio que acabara de se passar sobre o palco.

 


Show do Yacht no Reino Unido.



19 de Novembro de 2009

Agenda de baladas para os que ficam

Sua viagem não rolou? Se isso for consolo, durante os próximos dias haverá opções de baladas na sexta, sábado e domingo. Olha só:

 

Check-in @ Hot Hot
Este feriado é oportuno para quem quer conhecer a mais nova casa noturna de São Paulo. Na sexta, a Hot Hot realiza sua festa semana Check-in, dos mesmos donos do clube Garage, de Campo Grande. O evento terá o techno do DJ alemão Marcel Dettmann – eleito o 11O melhor do mundo segundo o site especializado Resident Advisor. O sistema de som Funktion-one e um esquema de compra antecipada de ingressos são outros chamarizes do clube.

 

Dia 20. R. Santo Antônio, 570, República, tel. 2985-8685. R$ 40 (antecipado) e R$ 60 (na porta).

 

Talco Bells @ Cambridge
Para quem prefere sonoridades mais orgânicas, especialmente funk e soul, a sexta também é noite de festa. Os rapazes da Talco Bells voltam ao Hotel Cambridge, de onde ficaram afastados devido ao fechamento do clube, para animar o público com músicas clássicas de artistas como Aretha Franklin e Sam Cooke. Também não vai faltar talco espalhado pela pista, para facilitar os passos de dança dos convidados.

 

Dia 20. Av. Nove de Julho, 210, Centro, tel. 3104-9103. R$15.

 

Mess @ Sonique
Tem novidade no Sonique! O projeto Mess, capitaneado pelo DJ capixaba Whateverson, pretende misturar rock eletrônico com sucessos dos anos 90 e 80 na pista do bar-balada. A festa rola no sábado, com a proposta de unir música e artes plásticas. Haverá projeção de grafites Igor Kenzzo, Corsel, R-Dois e INT, ilustrações de Carol Cuquetto e João César de Melo, e fotografias de Larissa Machado, Jair Alves e Thais Graciotti.

 

Dia 21. R. Bela Cintra, 461, Consolação, tel. 2628-8707. Entrada gratuita para mulheres; R$ 40 de consumação para homens.

 

Mothership @ D-Edge
Outra opção para quem gosta de música eletrônica. Apesar de a Mothership ser mais conhecida pela sua house macia, neste fim de semana a coisa envereda pelo lado mais sombrio e mecânico do techno. É que o convidado especial é o DJ californiano Daniel Bell. Para quem não conhece, um bom ponto de partida é o álbum Blip, Blurp, Bleep: The Music Of Daniel Bell – onde ele escancara sua capacidade de criar paisagens sombrias.

 

Dia 21. Al. Olga, 170, Barra Funda, tel. 3667-8334. R$ 60.

 

Neverland @ Glória
Se nada aconteceu até domingo, ainda dá tempo. A Neverland, no Glória, mostra como. Numa mesma noite, os DJs podem tocar “American Boyâ€, da inglesa Estelle, “Dance, Dance, Danceâ€, da sueca Lykke Li, e “Anywayâ€, da dupla americana Duck Sauce. Quem promove a mistura nesta edição são os DJs Robby e Laga, Thiago Ney, Cella Toledo, Rafael Gomes, Edu Corelli e Gêmeas, além dos próprios idealizadores: a dupla de cineastas Adipe Neto e Mariana Bastos.

 

Dia 22. R. Treze de Maio, 830, Bela Vista, tel. 3287-3700. R$ 25.



12 de Novembro de 2009

O punk morreu?

wattie

 

Hoje o corte de cabelo estilo moicano não assusta mais ninguém, mas quando surgiu (na década de 70) era símbolo de protesto. Inspirado por tribos indígenas norte-americanas, um dos primeiros a usar o penteado foi Wattie Buchan, vocalista da banda The Exploited. Com o mesmo cabelo e posição política depois de 30 anos, Wattie afirma que o punk não morreu. Será? Aparentemente o movimento perdeu força no Brasil dando espaço a outros estilos que se aproximam mais da realidade da periferia brasileira, como o rap. Seria isso também ser punk? Gostaria de saber dos leitores o que significa tudo isso? O que é ser punk hoje em dia?

 

Bom, mas para os fãs da banda… Wattie  discoteca nesta quinta-feira (12) na comemoração de quatro anos da festa Rockfellas, no Vegas. Amanhã (13), o Exploited faz show no Inferno com as bandas Agrotóxico e Busscops.

 

Vegas - 4 anos de Rockfellas
A partir das 23h30. Rua Augusta, 765, Consolação, tel.: 3231-3705. Entrada: R$ 25
Inferno Club - The Exploited, Agrotóxico e busscops
Rua Augusta, 501, Consolação, tel.: 3120-4140
Preços:
1º Lote: R$40,00
2º Lote: R$ 50,00
Na porta: R$60,00
Meia-Entrada: R$30,00
Ingressos à venda nas lojas, inclusive meia-entrada:

 

em São Paulo:
Sick’n’Silly – Rua Augusta, 2690 – 2º Piso - Loja 216 – Fone: 3081.7508
Fever – Rua Augusta, 1371 Sobreloja 18 - Fone: 3141.0379

 

Possessed - Rua 24 de Maio, 62 2º andar Loja 343 - Fone: 3333.4683
Santa Madre - Rua 24 de Maio, 62 - 3º andar Loja 472 - Fone:3337.2979
Inferno Club - Rua Augusta, 501 - Fone: 3120.4140

 

no ABC:
Ratus Skate Shop - R. Dona Elisa Flaquer, 286 - Centro - Santo André - Fone: 4990-5163

 

pela Internet (vendas on-line e parcelada)*
www.ticketbrasil.com.br
* Tem taxa de conveniência. A venda apenas lote de R$50,00.