Marcus Vinícius Brasil

não é moderno nem pertence à cena. Apesar disso, vive à base de música bate-estaca e adora qualquer sonoridade esquisita. Por esse motivo, às vezes, tropeça em novas tendências - mas sempre por mera coincidência

Regiane Teixeira

É jornalista e baladeira de carteirinha. Repórter que investiga o glamour, as roubadas e os personagens da noite de São Paulo com olhar crítico.





Dave Longstreth é um virtuose enrustido. Por trás de sua economia no uso das palavras sobre o palco, da camiseta branca e das calças jeans, se esconde um guitarrista extremamente habilidoso. Foi essa facilidade com as cordas que embalou a noite de quarta no clube Clash, onde o nova-iorquino e outros cinco músicos de sua banda Dirty Projectors se apresentaram para uma casa com cerca de metade da lotação.

 

Quem abriu foram os brasileiros do Holger, cheios de pose (muitas franjas suadas caindo sobre os olhos) e de músicas bacaninhas. Estavam animados, contando sobre sua viagem recente ao Canadá, onde tocaram no festival Pop Montreal, e fazendo piadas. É som para quem gosta de rock leve, dançante e de fácil digestão.

 

Passada cerca de meia-hora do horário previsto para o início do show (o produtor insistiu em repassar o som de última hora), os Dirty Projectors começaram sua festa sobre o palco. Tocaram principalmente músicas de Bitte Orca (2009), seu álbum mais recente e acessível. À frente do sexteto, com sua guitarra branca com acordeamento para canhotos, Longstreth executou os belos (e intrincados) riffs e solos de faixas como “Cannibal Resource†e “Remade Horizonâ€.

 

O hit veio após “No Intention†e pouco antes do bis. “Stilness is the Move†provocou palmas e assovios, e não é pra menos. Além do hipnótico dedilhado de guitarra, as batidas jazzística de bateria e os vocais femininos fazem da faixa a melhor de Bitte Orca. No bis, houve tempo ainda para a loucura instrumental de “Temecula” e “Wittenberg III”, dois exemplos que mostram que o Dirty Projectors não é apenas uma banda de contemplação blasé. Esses caras têm energia.

 

 

Dirty Projectors tocando “Stilness is the Move” no SXSW.









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